Carlos Moore é uma das mentes mais importantes da atualidade quando se trata de falar de África, racismo e diáspora negra.

Foi através dele que eu finalmente fui saber quem era Cheikh Anta Diop e uma nova fase histórica de informações começou para mim, especialmente quando li Racismo e Sociedade que fala, óbvio, do racismo na Antiguidade e então você pensa e entende que só estudo e informação nunca darão fim nesse “interesse”, pois estamos a falar de um lugar de poder, propriamente dito.

Conheça Carlos Moore através desta entrevista sobre sua vida e trajetória.
Entrevista dada ao El Pais (2015) leia aqui.
Entrevista dada ao TV Escolaleia aqui.

Ed. Nandyala

Adquiri a minha edição autografada em 31.jul.2008, na Bahia num dos dias de seu lançamento e é incrível como esse pequeno livro fala de tanta coisa importante, em especial, como o futuro da África foi constantemente quebrado e como isso fez bem a muitas nações que agora exploram o continente na forma de acordos comerciais que não beneficiam africano algum, a pobreza e a falta de perspectiva continuam a ser uma visão real e aterradora para este continente cheio de possibilidades, mas eu acho que você conhece um outro (no caso país) nessa mesma linha, não é mesmo?

Serão condenadas ao fracasso as sociedades que não puderem sustentar mecanismos de consenso baseados na negociação de espaços diferenciais entre os segmentos desiguais da sociedade.

E diante da realidade mundial foram ler 1984?
Pois deveriam ler este livro também…

A África que incomoda é aquela obra com a qual você fica debatendo e pensando sobre o que é dito, o que você conhece, experimenta repensar.

Dificilmente você passa por ela sem se dar conta do lugar errado do qual você olhou o mundo por muito tempo.

Lembra do início do filme Argo? Como o regime que começava democrático foi destruído? Pois é… na África vários países sofreram este mesmo revés, caminhos democráticos destruídos por assassinatos de mentes importantíssimas para uma mudança em larga escala.

Sempre falamos das grandes potências, mas nunca falamos de suas bases exploradoras que jogaram e jogam outros países no buraco.

  • Será que a poluição chinesa é só chinesa?
  • Que marca de tênis americana é produzida no Vietnã?
  • E quem são os donos dos diamantes africanos?
  • Você sabe que países apoiaram o apartheid da África do Sul para conseguir urânio bruto?

Pois é… a história mundial política, aquela que a gente nunca estudou é feita de verdades bem nauseantes, mas necessárias para entender os nós da realidade mundial e como certos lugares e questões são o que são, mas aqui estou indo além do livro e pensando nestas “verdades”.

O livro de Moore fala da África como um continente promissor quando novas e interessadas mentes o ocuparem em prol do seu bem estar, fala da relação do continente com o Brasil ainda muito distante em termos práticos e da complexidade do estudo da História da África perpassando e transpassada por toda a história do mundo, mas possível. Falo da Coleção UNESCO – História Geral da África.

E você sabe porque essa coleção existe? Depois do relatório do Dodou Dienne pra ONU sobre o racismo no Brasil (2011), depois do Brasil ser condenado por racismo na OEA (caso Simone Diniz) e “otras cositas más”, veio a resposta…

A Década Internacional de Afrodescendentes foi proclamada pela resolução 68/237 (acesse aqui em inglês) da Assembleia Geral e será observada entre 2015 e 2024, proporcionando uma estrutura sólida para as Nações Unidas, os Estados-membros, a sociedade civil e todos os outros atores relevantes para tomar medidas eficazes para a implementação do programa de atividades no espírito de reconhecimento, justiça e desenvolvimento.

Vocês podem saber maiores detalhes no link abaixo:

Década Internacional de Afrodescendentes
http://decada-afro-onu.org/

Brasil-África: Histórias Cruzadas
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/education/inclusive-education/brazil-africa-project/

História Geral da África – 8 volumes (pdf)

download aqui.

História Geral da África – 2 volumes resumidos
download aqui.

E tem novidade…

Será que a capa terá o Sankofa?

A produção no volume 9 (2017) da coleção
Andamentos

Essa coleção (8 volumes) é citada no livro e está disponível em pdf, um material e tanto para repensar o nosso olhar sobre a África e a história mundial.

Alguns apontamentos são feitos por Moore sobre o ensino da história da África, da Antiguidade à  Moderna que precisam realmente ser lidos, conhecidos, incluindo as notas e referências bibliográficas que nos referendam outros conhecimentos e pontuar aqui sem trazê-las todas para o artigo é complicado.

Eu realmente indico a leitura que é muita rica, direta e não deixa porquês por aí…

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