Após a mudança climática que colapsou, não apenas o Brasil, mas o mundo inteiro, campanhas foram organizadas com o intuito de reunir e proteger, absolutamente tudo o que havia sobrado de material sobre a humanidade: a história do mundo e dos povos.

A situação chegou a um ponto em que manter um quadro de importância em casa era proibido, pois o risco de perda durante uma instabilidade temporal, naquele momento era algo iminente, uma questão de tempo. Inúmeros espaços pelo mundo foram construídos para proteger este acervo material. Já aqueles parcialmente danificados ou perdidos e de grande valor para a humanidade foram restaurados ou reproduzidos com imenso cuidado.

A história dos povos e de pessoas importantes foram catalogadas em áudio e vídeo, através do que sobrara de registro e do depoimento de quem possuía conhecimento especial ou era um dos poucos sobreviventes, capaz de recontar os caminhos de sua história.

No Brasil, a responsabilidade de proteger a história está dividida entre os três distritos: o Museu do Mundo (Centro Sudeste), o Museu de História (Centro Nordeste) e o Centro da Biodiversidade (Centro Noroeste).

 Toda a história do país e a que ele tenha perpassado está nestes locais de suma importância para o povo brasileiro, incluindo registros sobre o que foi encontrado pelos Oficiais Resgatantes, profissionais responsáveis por atravessar o país atrás de qualquer vestígio de história, fauna ou flora do que até então poderia ser considerado extinto.

Esses locais fazem parte da grade permanente de estudo dos alunos, através de visitações em períodos seguros do ano. Também são do interesse do público em geral, pois quase inexistem espaços culturais independentes, por conta do alto custo necessário para se manter um local como este, aberto e seguro para os visitantes.

Tudo sobre o Brasil e o mundo está em formato digital e 3S (s-digital), uma tecnologia de escaneamento externo e interno de qualquer coisa, viva ou não. Para se ter uma ideia, a imagem escaneada, caso viva, pode ser aberta e acompanhada em pleno funcionamento de suas funções vitais. Já um objeto pode ter o seu funcionamento estudado. Isso também impede o toque manual e deu fim ao arcaico fatiamento para estudos, usado nos séculos passados.

Os três espaços foram construídos com subsolos para as pesquisas atuais e possuem reforço especial para resistir às instabilidades climáticas, protegendo assim o acervo, as pesquisas e o público. Apenas em dois momentos permanecem fechados: em caso de instabilidade com risco para o público e para a manutenção de segurança.

 A recuperação dos livros não usa tecnologia 3S já que folhas de papel não possuem superfície em todos os lados. Isso faz dos livros existentes um material raríssimo, cuidado por poucos com habilidades para tal, e por isso são tratados como objetos preciosos.

Os poucos que existem não podem ser tocados, pois são frágeis. Todos os livros resgatados e doados foram recuperados, escaneados folha a folha e disponibilizados em versões digitais ao público gratuitamente. São considerados obras de arte e não material comercial.

É possível, por exemplo, no Museu do Mundo visitar os livros autografados de Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Carolina de Jesus; algumas obras em cedro e pedra sabão de Aleijadinho; os bustos em bronze dos engenheiros André e Antônio Rebouças; e telas de Abdias Nascimento e Tarsila do Amaral.

— Gente, já estou aqui na porta. Onde vocês estão?

Chegando! Já estamos te vendo Ena, espera aí…

— Olá! Que saudades – fala Emily ao abraçar a amiga.

— É ótimo ver você, Ena – completa Dei que a cumprimenta também.

— Como não sentir saudade de vocês dois. Vieram juntos? São corda e caçamba mesmo… – comenta Ena, relembrando o comentário da mãe, mais cedo.

— Sim, viemos, não entendi, corda e o quê? – responde Dei sem entender.

— Esquece amigo, vamos entrar – finaliza Ena, rindo sozinha.

— Uau, parece uma casa de espetáculos, como aquelas dos vídeos, com iluminação especial e tapete vermelho. Estou adorando! – cochicha Emily, pendurada no braço e no ouvido de Ena.

— Realmente, a exposição está sendo tratada como evento de gala – observa Ena. 

— Também acho, gostei da sensação – comenta Dei que olha tudo ao redor.

MUSEU DO MUNDO

Sejam bem-vindos ao Museu do Mundo.

Agradecemos a sua visita.

É proibida a entrada de material que traga risco ao acervo ou o público.

Por favor, passe pelo scanner corporal.

Obrigada.

Entrada liberada.

 Por favor, aproxime seu ACI do sensor para ser atualizado da agenda do museu e receber um portfólio da exposição “O Mundo lá Fora”.

Obrigada.                       

 

Para conhecer os detalhes da exposição, aponte o seu ACI para o s-code da obra e terá todas as informações imediatamente em sua tela.

Tenha uma ótima noite.

— Estou curiosíssima, e vocês? – pergunta Emily à Ena e Dei.

— Confesso que eu também, aqui diz que receberemos na entrada um óculos 3S para caminhar na exposição. Será como estar lá. Gostei disso… – comenta Dei entusiasmado e conferindo as informações técnicas em seu ACI.

— Em breve será a nossa realidade, vamos viver indo e vindo. O que será que nos espera? – pergunta Ena de forma retórica a si mesma.

O Museu do Mundo, assim como o Museu de História, e o Centro da Biodiversidade são obras de arte em si. Um complexo de cúpulas de tom azulado no exterior, revestido de um entrelaçamento metálico cinza claro brilhante que tanto de manhã quanto à noite, deixa o lugar com um ar inovador.

Já em seu interior, ele adota os tons de bege ou amarelo suave, e branco nas salas de exposição, conforme o tipo de obra exposta na temporada. Praticamente tudo dentro dele é de material reciclado, indo das cadeiras dos salões de conferência aos balcões das lanchonetes e quiosque-restaurantes.

Cada cúpula possui três andares e brinca com o design circular, dando a impressão que círculos estão flutuando no teto. As rampas de acesso aos andares são circulares e o elevador é transparente e oval, permitindo uma visão ampla de todo o ambiente.

O primeiro andar é dedicado sempre às exposições de trânsito que precisam de áreas amplas e abertas para o uso de tecnologia 3S.

O segundo andar é dedicado ao acervo permanente, que se alterna no espaço; e no terceiro andar acontece uma exposição audiovisual, intitulada “Visões da Humanidade”, onde o público assiste no teto da cúpula, por dentro, deitado em almofadas alongadas por todo o chão, imagens da beleza do mundo de séculos atrás até os dias de hoje. A cada quinze dias é exposto um tema diferente que combina fotos e vídeos resgatados do mundo inteiro.

Depois de quase uma hora na fila da exposição para a entrada, a ansiedade de Ena, Dei e Emily que fazem parte do próximo grupo de cinquenta visitantes é enorme.

As pessoas ficam em torno de meia hora no ambiente e saem de lá incrivelmente abismadas e eufóricas com a experiência, comentando a sensação de estar lá fora e bisbilhotar além dos limites em total segurança.

Finalmente chega a vez dos três amigos, todos são previamente orientados a deixar pertences maiores, exceto o ACI, no guarda-volumes. Os visitantes se posicionam na entrada da exposição e ouvem as orientações do sistema antes de finalmente terem um vislumbre do que os aguarda lá fora.

Sejam bem-vindos,

O tempo de permanência no interior da exposição é de trinta minutos. Informações adicionais podem ser obtidas no seu ACI.

O solo da exposição é levemente irregular, para dar a sensação de estar em outro ambiente, excetuando as projeções de água.

A exposição contém sensores olfativos, portanto terão a experiência de sentir alguns aromas e cheiros no local.

Após dois minutos no ambiente, as luzes serão apagadas e apenas o som ambiental da exposição será ouvido.

 

É proibido o uso de fones de ouvido durante a exposição.

É proibido gritar ou causar qualquer tipo de constrangimento ou desconforto a outros visitantes. Caso insista, será retirado do museu e terá a entrada suspensa, variando de meses a permanentemente.

Por favor, coloquem seus óculos 3S e tenham uma experiência sem igual.

Finalmente está acontecendo, a entrada é liberada e as pessoas correm nas mais variadas direções, procurando uma posição razoavelmente distante do outro. Ena, Emily e Dei ficam próximos, pois querem conhecer aquela realidade juntos, não que ignorem o ambiente lá fora, mas experimentar a sensação simulada, algo próximo do que os espera na próxima fase, e daí por toda a vida é realmente empolgante.

— Essa sensação de pisar em pedras é incrível e ali tem areia. Que frio na barriga maravilhoso! – fala Emily animadíssima.

Lentamente as luzes vão se apagando e uma brisa leve toma conta do ambiente, o aroma lembra umidade, rocha e maresia. Conforme as luzes dão lugar à escuridão, as projeções crescem tomando forma com cores e superfícies distintas.

Ena se vê em meio a pedras, escombros do que fora um prédio, praticamente desfeito no chão, recoberto de musgo e uma vegetação rasteira que sobe pelos restos do concreto ainda de pé, desfigurando totalmente qualquer identificação. Dei e Emily riem da incrível projeção, admirados com as sensações que o ambiente consegue dar aos seus corpos. De repente, Ena fica descalça e quer sentir nos pés a sensação rústica criada.

Enquanto estica e encolhe os dedos, olha ao seu redor e sente o calor do sol, visível apenas no óculos, mas incrivelmente verossímil.

— Ali, um s-code – fala Emily, afastando a folhagem imaginária e posicionando o ACI.

— Onde estamos? – pergunta Dei, tentando ler antes de Emily.

— Com licença, tira a sua cabeça do meu campo de visão… – fala Emily afastando Dei.

— Vocês querem me enlouquecer, só pode! – comenta Ena, contendo a vontade de falar alto e apontando o seu ACI, que também revela o nome do lugar, assim como uma breve história.

Nova Copacabana

No século XX e até meados do XXI, a área era chamada apenas de Copacabana, orla mundialmente conhecida do extinto Estado do Rio de Janeiro, cartão postal do turismo. Possuía uma grande faixa de areia onde as pessoas ficavam de frente para o oceano, a intenção social era tomar banho de mar e interagir com as pessoas ao redor ou familiares, local conhecido como praia.

Na segunda metade do século XXI, o país como um todo, começou a enfrentar o aumento do nível do mar, além das previsões dos estudiosos. Quebra-mares foram instalados em toda a orla desta localidade turística, mas não foi possível conter o avanço. No início do século XXII, decisões extremas foram tomadas e as supostas pedras que veem, na verdade são restos do maior quebra-mar do mundo, feito da detonação de todos os prédios da orla, e esvaziamento das áreas residenciais em um quilômetro adentro da localidade, dando fim ao cartão postal carioca, assim como a todo o litoral brasileiro.

Para obter informações políticas e sociais sobre este evento, que foi global, visite nossa livraria digital ou acesse o Museu da História online, na Cúpula 5 de pesquisa coordenada.

— À sua direita, fica o quebra-mar e o mar, sem água na simulação e à esquerda, os restos da cidade que passou a se chamar Nova Copacabana – fala Ena, concluindo a leitura.

— Então vamos para o quebra-mar – sugere Dei.

— Nunca vi o mar, vamos para a direita – fala Emily tentando puxar Ena, que resiste.

— Não quero conhecer o mar desse jeito. Vamos para a cidade e deixemos a surpresa de ver o mar cara a cara para o nosso breve futuro – argumenta Ena, convencendo Dei e Emily a esperar pela sensação real em todos os sentidos.

A simulação avança a distância de dois quilômetros e os coloca no meio da cidade destruída. O local está todo revirado, mas foi aberto caminho na rua principal e uma plaquinha já corroída pelo tempo identifica a rua como Nossa Senhora de Copacabana.

— Uau, a vegetação já tomou conta do lugar, prédios inclinados, outros tombados para trás. Essa avenida é enorme! – fala Dei espantado com a magnitude do lugar.

— Ali tem um s-code, vamos ver o que existe por aqui – fala Ena, apontando o ACI e obtendo as informações.

Nova Copacabana começou a entrar em declínio no final do século XXII, e seu fim, junto com toda a região litorânea brasileira, ocorreu no Ano Novo de 2198. Para mais informações sobre as mudanças climáticas da época citada, visite nossa livraria digital, ou acesse o Museu da História online, na Cúpula 5 de pesquisa coordenada.

Ver Lagoa Rodrigo de Freitas, nos tempos áureos à esquerda.

Ver Praça das Homenagens, nos tempos áureos à direita.

— Para onde vamos? – pergunta Emily em dúvida.

— Vamos à Praça, vocês não lembram? As estátuas de músicos famosos do século XX – conclui Dei, que acrescenta, — A Lagoa Rodrigo de Freitas se não me engano, secou totalmente depois da onda de calor em 2156. Então, vendo por esse ângulo, as estátuas devem ser passíveis de toque nesta simulação.

— Tem razão, eu voto pela praça – responde Emily.

— Então à Praça, selecionado – fala Ena, logo após apertar a opção.

Assim que seleciona o destino, Ena, Emily e Dei são redirecionados para a Praça das Homenagens, onde todas as estátuas de bronze da região foram colocadas para visitação.

— Uau, olha só que incrível… com licença senhoritas, este s-code eu quero ler – adianta-se Dei, fã da praça, apontando o seu ACI e lendo as informações.

— Dei? – fala pausadamente Emily.

— O quê? – responde Dei.

— Você não está esquecendo de nada? – sugere Ena.

— Eu? O quê?

— Não sei… que talvez Emily e eu queiramos saber mais sobre a praça também. Você pode ler para nós, também? – fala Ena ao lembra-lo que a empolgação dele pela praça o fez esquecer de ler o informe para as amigas.

— Me distraí completamente, me desculpem. Vou recomeçar a leitura.

A Praça das Homenagens foi criada em 2128, junto com Nova Copacabana. Ela é o resultado do resgate de algumas estátuas espalhadas pela zona sul antes da evacuação e demolição dos prédios no entorno do litoral e outros locais de risco da região metropolitana.

As estátuas foram posicionadas em um semicírculo para que nenhuma ficasse de costas para a rua principal, saudando os visitantes. A Identificação nominal será feita da esquerda para a direita: Dorival Caymmi, cantor; Ary Barroso, cantor; Carlos Drummond de Andrade, poeta; Pixinguinha, músico; Otto Lara Resende, escritor; Noel Rosa, cantor com seu garçom; Braguinha, compositor; Manuel Bandeira, poeta; Cartola, cantor e Mangueira; e Renato Russo, cantor.

No semicírculo inverso, logo à frente, temos na ordem da esquerda para a direita: os bustos de Zumbi dos Palmares, herói e líder do Quilombo de Palmares; Antônio e André Rebouças, engenheiros e revolucionários; Mestre Valentim, escultor; João Cândido, o Almirante Negro; e Chiquinha Gonzaga, compositora e revolucionária.

Nas pesquisas históricas realizadas, não foi encontrado nenhum registro de busto feminino ou estátua de mulher negra no Brasil. Apesar da comprovada relevância na história dessas brasileiras, como as ativistas e revolucionárias em épocas distintas: Luiza Mahin e Lélia Gonzalez, para exemplificar.

Para obter informações das personalidades homenageadas com estátuas e bustos na Praça das Homenagens, aproxime seu ACI do s-code de cada uma para obter informações mais detalhadas.

 

— Me responde Dei, algum destes bustos ainda existe? – pergunta Emily.

— Com certeza. A esperança de encontrá-los ainda é real. Aliás, o busto de Zumbi foi resgatado pelo seu pai Ena. Por isso, ainda se buscam as estátuas – responde Dei.

— Foi logo no início, eu nem existia, mas ele falava desse dia com uma alegria infantil.

— Sim, o Alto Oficial Amir Dias era um Resgatante ávido e persistente.

— Verdade, ele adorava ficar no escritório avaliando os mapas de buscas. Sempre me dizia que caçava tesouros escondidos em reinos esquecidos – relembra Ena com certa nostalgia.

— Um dia podemos voltar aqui e ver a lista de itens resgatados e saber seu paradeiro, pois muitos foram de recursos HBN originais, logo não estão aqui. Foram enviados para preservação e estudo no Centro da Biodiversidade (Centro Noroeste) – sugere Emily.

Após a breve conversa, eles caminham por entre as estátuas e bustos da simulação, lendo suas biografias e tocando-as, na intenção de recriar em suas mentes os momentos que viveram e os imortalizarem. E assim permanecem no local, um pouco mais de dez minutos. Mas o mundo lá fora bate à porta, o aviso sonoro informa que a simulação terminará em cinco minutos.

— Mas já! – impressiona-se Dei com o tempo decorrido.

— Por favor, vamos à Lagoa, mesmo sendo uma simulação sem água, vamos apreciar a visão de um espelho d´água? – suplica Emily aos amigos.

— Por mim, tudo bem.      

— Vamos para lá então.

Após retornarem à rua principal com alguns passos, Emily os desloca na simulação até a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ver Lagoa Rodrigo de Freitas nos tempos áureos à esquerda.

Lagoa Rodrigo de Freitas, em 2128.

A sua preservação, em níveis de alta qualidade hídrica durou apenas vinte anos. Logo após veio a grande onda de calor, e a sua extinção se deu em 2156.

Tempo para finalização da sessão: 5 minutos.

— Nossa, mesmo não sendo real. É linda.

— Concordo, fecha em alto nível a simulação.

— Sim, uma visão e tanto, principalmente porque não temos mais esse tipo de coisa: lagoas, praias, floresta de visitação pública. O que nos sobrou são imagens. Será que os nossos antepassados imaginaram um futuro assim? – indaga Ena em seu íntimo.

Prezados visitantes, simulação finalizada.

Agradecemos a sua visita.

Por favor, deixem os óculos na caixa coletora, na saída.

Visitem o nosso Espaço Gourmet.

Obrigada a todos. Tenham uma ótima noite!

 

Aos poucos, as luzes do ambiente se ascendem e ao lado do corredor de entrada encontra-se o de saída, onde setas sequenciais no chão direcionam os visitantes para fora da área de simulação.

O burburinho é generalizado, as pessoas não param de comentar e rir da experiência de sentir o mundo lá fora, assim como a sua destruição, que é chocante e reveladora. O tamanho da perda como humanidade é tremendo, mas quem a produziu não foi outra, senão ela mesma. Não há inimigos para culpar. A simulação deixa claro, mesmo quando não cita as complicações sociais e políticas decorridas, que cada pessoa fez a sua parte.

Para Emily, Ena e Dei, a sensação não é diferente e após a saída, decidem ir para o Espaço Gourmet, na Cúpula 6 do museu.

A entrada para o Espaço segue por um largo corredor de esteiras rolantes indo e vindo entre as cúpulas, e em poucos instantes chegam à área de alimentação. O local é igualmente belo, não fica atrás de nenhum dos outros espaços. Andar por ali sem uma indicação é impossível, logo se faz necessária a presença de vários pequenos painéis de localização com códigos que ao serem lidos pelo ACI, abrem o sistema de busca por interesse gastronômico, onde imediatamente obtém-se a localização do restaurante e lanchonete desejada.

— Pronto, aonde vamos? – pergunta Emily.

— Não sei. Há muitas opções e falatório em igual teor – responde Dei, olhando ao redor a multidão, indo e vindo em todas as direções.

— Acho que poderíamos ir embora daqui – responde Ena secamente.

— Como assim? Você está falando sério?

— Sim. Estou falando sério e muito sério. Se é para termos uma última refeição juntos, já que vamos nos separar no Distrital, que esta seja num ambiente em que possamos rir, bem mais amigável e que o atendente-cozinheiro seja um contador de casos muito engraçado e sem igual – responde Ena com um sorriso enigmático que logo é compreendido por Emily e Dei.

Só existe um lugar com essas características, o Motito´s.

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